Unhas e tratamento contra o câncer: o que pode e o que não pode?

Prosseguindo com as publicações dos posts mais acessados nesses 2 anos de Viver Eu Quero, hoje falaremos sobre unhas. Sim! Mulheres não precisam perder a vaidade ao encarar um diagnóstico difícil. Se elas quiserem buscar alternativas com os cuidados pessoais que não prejudiquem  a saúde, por que não?

A prova de que o tema interessa a muitos é que, desde sua publicação, no ano passado, este post está entre os 10 mais acessados do Blog, com buscas advindas principalmente do Google. Bom saber que nossos textos estão ajudando muita gente por aí, nas grandes e nas pequenas coisas da vida. Confiram esse bate-papo com a dermatologista Dra. Roberta Peres e com a Amanda Alvarez, do Le Noir  Nail Bar.

“Muitas leitoras do Viver Eu Quero questionam sobre como lidar com o cuidados das unhas após o diagnóstico de um câncer. Sim, são muitas novidades na rotina durante e após o tratamento, mas calma que para tudo tem um jeito.

Durante o tratamento quimioterápico as pacientes comumente apresentam algumas queixas, como: enfraquecimento, escurecimento, deformação e, por vezes, perda de algumas unhas das mãos ou dos pés. Não se aplica a todos os protocolos quimioterápicos e isso muda muito de pessoa para pessoa, mas é uma possibilidade.

Ao mesmo tempo, lidam com uma fase extremamente delicada no tocante à imunidade, que fica fragilizada em razão do tratamento, o que acaba afetando atividades bastante rotineiras, como simplesmente retirar as cutículas.

Primeiro vamos às orientações médicas para que vocês compreendam às limitações que surgem inicialmente e em quais casos. Depois buscaremos as possíveis soluções que não afetam a saúde, apresentadas por uma esmalteria que entende do assunto.

Vamos às nossas entrevistas.

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  (Foto: Blog Viver Eu Quero).

ENTREVISTADA: Dra Roberta Peres, dermatologista.

VIVER EU QUERO (VEQ) – É verdade que as unhas escurecem e às vezes caem, dependendo do protocolo quimioterápico ? Por que?

DRª ROBERTA PERES (RB) – Sim, normalmente as unhas escurecem e até se deformam de acordo com a droga utilizada, porque as células do epitélio da matriz da unha são muito sensíveis aos efeitos tóxicos da quimioterapia. O mais comum é o escurecimento da base da unha.

(VEQ) – Durante o tratamento quimioterápico é recomendado que a paciente evite fazer cutículas. Qual é a razão para este cuidado?

(RB) – Sim, pois durante o tratamento quimioterápico a paciente encontra-se imunossuprimida, logo, o risco de infecção aumenta; por este motivo não se deve mutilar as unhas.

(VEQ) – E para aquelas pacientes que fizeram esvaziamento dos linfonodos axilares, essas nunca mais poderão fazer as cutículas das unhas das mãos?

(RB) – O recomendado é que não se retire as cutículas pois elas funcionam como uma barreira protetora. Com o esvaziamento ganglionar a drenagem linfática daquele local ficará sempre comprometida, uma vez que os linfonodo não se regeneram.

(VEQ) – Depois de todo o tratamento, a paciente pode procurar um dermatologista com o intuito de fortalecer e/ou acelerar o crescimento das unhas?

(RB) – Sim, existem inúmeras medicações de uso tópico e oral para acelerar o crescimento e melhorar a aparência das unhas.

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ENTREVISTADA: Amanda Alvarez – Esmalteria Le Noir
VIVER EU QUERO (VEQ) – Enquanto as pacientes não podem fazer cutículas, vocês recomendariam alguma técnica ou truque de beleza para disfarça-las ?

AMANDA ALVAREZ (AA) – Sim. Sabemos que os pacientes oncológicos durante a quimioterapia ou radioterapia não podem tirar cutículas. Com isso, para evitar o ressecamento das unhas, o ideal é usar um creme hidratante para as cutículas e unhas. Indicamos também o serviço de manicure express, que consiste apenas na hidratação das cutículas, lixação e pintura. Nosso espaço utiliza todos os materiais descartáveis e esterilizados, o que acreditamos ser essencial nesses casos, uma vez que o sistema imunológico dos pacientes está enfraquecido.

(VEQ) – Outra situação bastante comum durante o tratamento quimioterápico é o escurecimento das unhas. O que a Le Noir vislumbra como solução para amenizar a aparência desse efeito colateral?

(AA) – A solução nesses casos seria pintar as unhas com esmaltes em tons que cobrissem este escurecimento. Entretanto, durante o tratamento, como já ocorre um ressecamento das cutículas e unhas, aconselhamos que estas pacientes evitem permanecer por muitos dias com o mesmo esmalte, pois as unhas podem ressecar ainda mais. Indicamos também que as pessoas que estão sendo submetidas ao tratamento, utilizem removedores sem acetona.

(VEQ) – Depois que o tratamento já passou, as pacientes ficam ávidas por recursos que fortaleçam e acelerem o crescimento das unhas. A esmalteria oferece algum tratamento neste sentido?

(AA) – Sim, após o tratamento existem diversos recursos que podem ser utilizados semanalmente para o fortalecimento e endurecimento das unhas. A Le Noir oferece diversos tratamentos nesse sentido, buscando restaurar o crescimento das unhas de forma natural.

 

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