ANTICONCEPCIONAL E DIU CAUSAM CÂNCER?

É mulher e usa anticoncepcional ou DIU? Você PRECISA se ligar nesta matéria!
Acaba de ser publicado um interessante estudo no New England Journal sobre a associação entre pílula anticoncepcional, DIU e o câncer de mama.

Quem leu a notícia já ficou preocupado com o uso de anticoncepcionais, mesmo os mais modernos e de baixa dosagem. As dúvidas são muitas e o falatório nas redes sociais chegam a ser um pouco radicais.
Muita calma nessa hora!
Bora conversar com quem entende do assunto?

“Tenham calma. Costumo dizer que risco zero não existe, viver é arriscado, mas a mensagem é de tranquilidade e de recomendação para, numa próxima consulta ginecológica, conversar com o médico de confiança sobre o tema” – Dr. Gilberto Amorim – Coordenador de Oncologia Mamária do Grupo oncologia D´Or.

Conversamos com o Dr. Gilberto Amorim, oncologista e coordenador de oncologia mamária do Grupo Oncologia D´Or, que nos concedeu  uma entrevista, esclarecendo as principais dúvidas das nossas leitoras sobre o tema.
Vem comigo!

VIVER EU QUERO (VEQ) –  Em linhas gerais, podemos concluir que o mencionado estudo demonstra que os anticoncepcionais, mesmo os de baixa dosagem, assim como o DIU Mirena, representam um efetivo aumento do risco para o câncer de mama?

DR. GILBERTO AMORIM (GA) – O aumento é pequeno, mas real. Para esclarecer melhor: pessoas com menos de 50 anos tem cerca de 2% de risco (não havendo outros fatores de risco), se o estudo avaliou na média 20% a mais, então teríamos 2,4% (20% a mais de 20%)(…), ou seja, o aumento real é pequeno.

(VEQ) –  Esse risco tende a aumentar com o uso prolongado desses métodos contraceptivos?

(GA) – Sim, o estudo comprovou que quanto maior o tempo, maior o risco.

(VEQ) –  Seria razoável cogitarmos que esta é uma possível explicação para o aumento do número de casos de mulheres jovens acometidas pelo câncer de mama?

(GA) – Pode estar contribuindo, mas não está claro o papel de outros fatores de risco como obesidade, ausência de gestação ou amamentação, histórico familiar, sedentarismo, entre outros.

(VEQ) –  Diante deste cenário, o que devemos colocar na balança entre risco e benefício desses métodos contraceptivos? O que uma mulher deve levar em consideração positiva ou negativamente ao avaliar com seu ginecologista a continuidade, ou não, do método?

(GA) – Os benefícios da pílula são reais, além da contracepção, ela é capaz de reduzir os sintomas da TPM e até o risco de outros cânceres como, ovário e endométrio. O ginecologista deve avaliar o tempo de uso e possíveis fatores de risco para o câncer de mama, antes de mudar o método.

(VEQ) –  Esse estudo traz alguma novidade para mulheres que já tiveram algum câncer de mama e estão em idade fértil? 

(GA) – Não, pois já não recomendávamos pílula para estas pacientes.

(VEQ) –  O estudo aponta para  aumento do risco de desenvolvimento de outros tipos de cânceres? 

(GA) – Não, ele aponta para possível redução de câncer de ovário e endométrio.

(VEQ) –  Muitas mulheres podem estar lendo esta matéria e cogitando a imediata descontinuação desses métodos, mas precisamos ser razoáveis. Qual é a mensagem final que o público precisa extrair desse estudo? 

(GA) – Tenham calma. Costumo dizer que risco zero não existe, viver é arriscado, mas a mensagem é de tranquilidade e de recomendação para, numa próxima consulta ginecológica, conversar com o médico de confiança sobre o tema, especialmente aquelas que usam pílula há mais de dez anos.


 

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