MUDANÇA DE PROTOCOLO EM CASOS DE CÂNCER DE PRÓSTATA PODE AUMENTAR SOBREVIDA DO PACIENTE

O estudo foi feito pelo Journal of Clinical Oncology e já está em execução

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, no mundo, é o sexto mais comum e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 3/4 dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento nas taxas de incidência no país pode ser justificado pela evolução dos métodos diagnósticos, pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Atualmente, quando se fala em tratamento para esse tipo de câncer, o que se pratica, em caso de pacientes em estágio avançado, metastático, é a utilização da hormonioterapia que serve para aplacar a metástase e deixar a doença evoluir. Esse paciente é considerado incurável e o tratamento é paliativo, a intenção é diminuir a dor, contudo, a doença vai acabar evoluindo e piorando. O que se faz nesse momento é prolongar a sobrevida do paciente com melhor qualidade de vida.

Com o estudo realizado pelo Journal of Clinical Oncology, que pode ser considerado a “Bíblia do Oncologista”, houve uma mudança no paradigma dos protocolos do câncer de próstata o que pode aumentar a sobrevida dos pacientes de um ano até um ano e meio.

 “A pesquisa mostra que se a equipe médica resolver investir no tratamento também do tumor primário é possível melhorar ainda mais os resultados desse paciente. Hoje, câncer de próstata metastático não é sinônimo apenas de hormônio e vamos esperar a coisa acontecer. É sinônimo de hormônio, vamos tratar o tumor primário e vamos continuar esperando a coisa acontecer, só que a situação clínica vai acontecer mais de um ano depois dos outros”, explica Dr. Paulo César Canary, médico radioterapeuta integrante da RadioSerra – Centro Regional de Radioterapia.

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Dr. Paulo César Canary, médico radioterapeuta da RadioSerra , em Petrópolis/RJ (FOTO: Gisele Rocha)

Normalmente nesse pacientes, considerando que o tumor já está disseminado, não se dava até este momento, muita atenção ao tumor primário na próstata. “Ora, se o tumor primário na próstata já está disseminado, o pensamento tradicional é que não adiantava tratar a próstata, pois ela, na realidade, não causa sintoma nenhum. O pensamento praticado era que o tratamento da próstata ia oferecer mais risco de algum efeito colateral de um tratamento que não iria beneficiar o paciente”, completa Dr. Paulo César.

De acordo com O Instituto Nacional do Câncer, INCA, em 2017 a estimativa de novos casos pode chegar a 61.200 (sessenta e um mil e duzentos), em 2013 foram registradas 13.772 (treze mil, setecentos e setenta e duas) mortes. A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.

O estudo se aplica também ao tratamento de radioterapia, já que ela serve de tratamento primário em casos de câncer metastático. Na metástase, ela serve para tratar a dor. Agora, com o novo protocolo, mesmo que o paciente não precise fazer radioterapia na metástase, é interessante que ele faça também na próstata. “A partir de agora todo paciente que chegar na RadioSerra e que tiver essa situação de câncer de próstata metastático, vai tratar o câncer e a próstata. É uma prática do médico radioterapeuta, claro que de acordo com o médico oncologista do paciente”, finaliza o DR Canary.

Mais informações sobre o corpo clínico e os serviços oferecidos, podem ser obtidos na sede da RadioSerra – Centro Regional de Radioterapia, que fica localizada na Rua Dr. Sá Earp, número 309 – parte – Morin, pelo telefone (24) 2246-1724, no site www.radioserra.com ou no e-mail contato@radioserra.com.

FONTE: Assessoria de Imprensa – Comunicação Livre.

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