CÂNCER DE BEXIGA: O que você queria saber.

O Viver eu Quero  realizou uma entrevista com o Dr. Pedro Masson, especialista em tumores geniturinários, médico oncologista do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e do Grupo Américas Centro de Oncologia Integrado.

O objetivo foi esclarecer dúvidas enviadas por nossos leitores, sobre a incidência, as causas e o diagnóstico do câncer de bexiga

Confira:

VEQ: Quais são os sintomas do câncer de bexiga?

PM: “O sintoma mais comum relacionado ao câncer de bexiga é o sangramento urinário. Principalmente o sangramento visível a olho nu (macroscópico), ou seja, aquele que não é evidenciado apenas no exame de urina. Existem outros sintomas que podem estar relacionados ao câncer de bexiga (aumento da frequência urinária, dor suprapúbica e sangramento documentado apenas no exame de urina), porém não são tão comuns como o sangramento urinário macroscópico e podem estar presentes mais comumente em outras situação clínicas que não na neoplasia de bexiga.

VEQ: A medicina não é uma ciência exata e é claro que alguns sintomas comuns ao câncer de bexiga também podem ser indicativo de outras doenças relativamente mais simples de tratar. Procede a informação? Quais doenças possuem sintomas semelhantes?

PM: “Sim, isso é verdade. Diversas situações clínicas podem apresentar sintomas semelhantes ao câncer de bexiga. Por exemplo, o sangramento urinário pode estar presente em casos de infecção urinária e cálculos renais, situações clínicas extremamente comuns e de tratamento relativamente simples. Porém, devido a essa importante associação de sangramento urinário macroscópico e câncer de bexiga, esse sintoma deve sempre ser avaliado por um profissional médico a fim de descartar o diagnóstico de neoplasia.”

 VEQ: Existem dados estatísticos que esclareçam qual é o índice de incidência desta doença no Brasil? 

PM: “Sim. O Instituo Nacional de Câncer (INCA) divulga anualmente a estimativa da incidência de tumores sólidos no Brasil. De acordo com os dados para 2016, esperam-se 7.200 casos novos de câncer de bexiga em homens e de 2.470 em mulheres no Brasil. Esses valores correspondem a um risco estimado de 7,26 casos novos a cada 100 mil homens e 2,39 para cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de bexiga em homens ocupa a quinta posição na região Norte e a sexta posição na região Sudeste. Na região Centro-Oeste, é o sétimo mais frequente. Na região Sul ocupa a nona posição. Na região Nordeste ocupa a 11ª posição. Para as mulheres, é o 13º mais frequente nas regiões Centro-oeste e Norte, enquanto nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste ocupa a 14ª posição”.

VEQ: Há fatores de risco que propiciam o desenvolvimento desta patologia? Há um grupo de risco? 

PM: “Sim. Existem dois principais fatores de risco associado ao câncer de bexiga. O primeiro é a exposição ao Tabaco. A grande maioria dos tumores de bexiga se apresentam em pacientes tabagistas ou ex- tabagistas. O hábito de fumar aumenta em até 2 vezes o risco de desenvolver neoplasia de bexiga, quando comparado a não tabagistas. O segundo é a exposição a agentes químicos em ambiente industrial, portanto trabalhadores da indústria de plástico, carvão, alcatrão e asfalto parecem ter uma risco elevado em relação a população total.”

VEQ: Como é feito o rastreamento do câncer de bexiga?

PM: “Não existe rastreio para o câncer de bexiga. Devido a sua relativa baixa incidência e ausência de exames que foram capazes de aumentar a detecção e reduzir a mortalidade pela doença, não está indicado, rotineiramente, nenhuma intervenção de rastreio. A pesquisa deve ser desencadeada pela presença de sinais e sintomas.”

VEQ: Como é feito o diagnóstico conclusivo de câncer de bexiga? O paciente precisa passar por algum procedimento especial para obter este diagnóstico ou basta o exame histológico da urina? Cabe correlacionar com algum exame de sangue ou marcador tumoral?

PM: “O diagnóstico do câncer de bexiga dever ser realizado por biópsia. Apesar da citologia urinária e/ou exames de imagem sugerirem a presença da doença, a biópsia com análise histopatológica é fundamental para a confirmação diagnóstica e para o plano terapêutico. Atualmente não existe nenhum exame de sangue ou marcador tumoral específico validado para o uso tanto de diagnóstico como para segmento nesses casos.”

VEQ: Câncer de bexiga pode fazer metástase? Quais órgãos normalmente são atingidos nestas circunstâncias?

PM: “Sim, apesar de não serem comuns no momento do diagnóstico, as metástases podem ocorrer durante a história natural da doença. Os sítios mais comum de acometimento são o sistema linfático (linfonodos), pulmão, osso e fígado.”

VEQ: Existe incidência maior de câncer na bexiga em homens ou mulheres? Neste caso, já se tem conhecimento do motivo?

PM: “Sim, existe uma maior incidência em homens. Muito provavelmente relacionado ao fato da exposição ao tabaco ser mais frequente no sexo masculino.”

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