Existe uma cura para o câncer?

Lendo uma entrevista do Dr. Paulo Hoff (oncologista conceituado que tratou celebridades como Reynaldo Gianecchini, Lula e Fernando Lugo, ex presidente do Paraguai) ao Jornal O Globo, o Viver Eu Quero teve inspiração para escrever sobre um tema comumente mencionado nas redes sociais: é verdade que não existe a cura para o câncer?

Alguns vão se surpreender com nossa conclusão, mas vamos lá…

O que muitos se esquecem ao debater o assunto é que “o câncer” não é uma única doença. Estamos falando de inúmeras doenças distintas que, em comum, têm o fato de células se multiplicarem de forma errada e desordenada, mas que surgem e são tratadas de maneiras diferentes e é por isso que médicos se sobressaltam quando alguém diz que encontrou uma cura comum a todos os tipos de cânceres.

Nos responda uma pergunta: existe um jeito ÚNICO de conversar com todas as pessoas existentes no mundo? Uma espécie de linguagem que permita que todo e qualquer ser humano na face desta terra vá entender o post que estamos escrevendo, por exemplo?

Pensou no inglês, a língua universal? Ok, mas apesar de ser um idioma popularizado, nem todos o falam. Achamos que uma parcela gigantesca do mundo não irá entender.

Desenhos? Você jogou Imagem e Ação nos anos 90, né? (se você não faz ideia do que estou falando, coloque “imagem e ação” no Google para entender esta instituição que lhe parece “arcaica”). Alguns até podem responder ao desenho, outros terão dificuldade de interpretá-lo, outros interpretarão a mensagem de forma equivocada, alguns sequer encararão o desenho como forma de comunicação e alguns têm comprometimento do sentido visual e simplesmente não têm como ser alcançados por esta forma de comunicação, a princípio.

E nem venha com o papo de matemática, porque pode até ser universal e servir de comunicação com extraterrestres, porém mais da metade da população não será capaz de entender inúmeras equações (e eu me incluo nesta parcela). Posso sair elencando aqui uma série de contras, mas não é este o propósito da nossa conversa.

Acho que esta analogia consegue estabelecer um paralelo com a questão que assombra tantos cientistas: o desejo de uma única cura para todos os tipos de cânceres existentes na face da terra. Cada patologia tem sua língua, logo fica difícil exigir um idioma (tratamento) comum a todas elas.

Entretanto, o conceituado oncologista, Dr. Paulo Hoff, na mencionada entrevista com o jornal O Globo, fez uma afirmação interessante:

“o público leigo tem a expectativa da “cura do câncer”. Mas é como esperar uma “cura para a infecção” de modo geral, como se uma infecção fosse igual a outra. Isso não existe. Cada infecção se cura de um jeito. É o que acontece com o câncer. E para muitos deles, nós já temos cura. Curamos diversos pacientes, tanto com tumores em estágio inicial, que é o melhor cenário porque as chances são sempre melhores, quanto em estágio avançado. Câncer de testículo, por exemplo, mesmo em estágio muito avançado, pode ser tratado de forma curativa com quimioterapia. Então não é verdade que não tenhamos ainda cura para o câncer. Só não temos para todos.”

Esta realidade trazida pelo Diretor geral do Sírio-Libanês não é novidade, mas é desconhecida por significativa parcela da sociedade: não existe uma cura comum a todos os cânceres, mas muitos tipos de cânceres podem ser curados. Sim, dissemos CURADOS. Não estamos falando com o aspecto de fé (que é muito importante, diga-se de passagem, apenas não é o foco deste post). Falamos aqui de ciência, medicina e uso de tratamentos capazes de levar o indivíduo à cura.

Vai dizer que você nunca ouviu “ah, o câncer é uma doença terrível. Não tem jeito, pois sempre volta.” Por aqui já ouvimos aos montes. Pois é… não é bem assim.

O Instituto Oncoguia fala do assunto com bastante propriedade:

 “Como toda doença, alguns tipos de câncer têm cura e outros não. Tudo depende essencialmente do tipo de tumor maligno e do estágio em que esse câncer se encontra. As possibilidades de cura estão diretamente relacionadas com tempo em que o tumor é detectado no paciente. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chances de o tratamento dar certo. Se o diagnóstico for feito tardiamente, o índice de cura do câncer diminui e complicações podem aparecer mesmo depois de esse tumor ter sido tratado. É importantíssimo lembrar que mesmo pacientes que não têm cura podem viver por muitos anos com boa qualidade de vida, com a doença controlada e tratada, como qualquer doença crônica. Isto é comum em oncologia, portanto, ainda mais por esta razão, todo caso de câncer, mesmo em fase adiantada, deve ser visto por um oncologista.”

O que queremos dizer a vocês é que um paciente oncológico precisa ser atento, levar a sério suas revisões, entretanto, muitos tipos de cânceres têm cura, sim. Por favor, só não façam confusão. Ter chances de estar curado não significa dizer que está isento de exames de controle. Em hipótese alguma. Na verdade são esses exames que, ao longo do tempo, demonstram que realmente o paciente está livre da doença, ou não. Portanto os exames de controle são essenciais a todos os pacientes.

É importante que as pessoas falem sobre isso. Há um mito de que câncer é sinônimo de morte iminente ou de que que a doença inevitavelmente voltará. Muitos carregam o fardo de achar que, a qualquer momento, a doença voltará. E se você estiver curado, mas se torturando à toa? Não precisamos achar que tudo são flores, mas avaliemos a situação como é de fato. Não é otimismo, é realismo.

A notícia ruim que temos que dar é que, sim, todos nós um dia iremos morrer e não há exceções por aqui, mas dessa você já sabia (só tentamos ignorar esta verdade, no dia a dia). A boa notícia é que não precisamos ficar sofrendo, por achar que estamos, necessariamente, lidando com uma doença incurável e se por um acaso, o tipo de câncer ou qualquer outra patologia que esteja em jogo, ainda não possuir um tratamento curativo, possivelmente, tem muita luta pela frente.

Mais importante do que saber se o quadro que apresentamos tem cura ou não, é saber que possuímos 2 caminhos: ou aceitamos que todos nós não estaremos por aqui um dia e procuramos viver da melhor forma que pudermos até lá, ou sofremos tanto com o fato de lidarmos com uma doença difícil (talvez curável, talvez não) e deixamos de viver antes mesmo de chegar a hora de não estarmos mais por aqui.

Para quem não tem doença alguma, não espere passar por uma situação limite, como ter um câncer, para descobrir isso. Aprenda isso agora.

No caso desta blogueira que vos escreve a decisão já foi tomada e anunciada na imagem destaque do post e no nome do Blog: “Viver Eu Quero”.

E você?

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