JORNALISTA DÁ DICAS DO QUE NÃO FALAR A UM PACIENTE COM CÂNCER

Olhem só que artigo bacana que o Viver Eu Quero viu lá no site do Yahoo. É uma entrevista com a jornalista Rejane Monteiro, de 38 anos, que enfrentou um câncer de mama.

Ela contou sua história,  fez algumas interessantes considerações a respeito da vaidade durante a quimioterapia  e, por fim, listou algumas perguntas que não deveriam ser feitas a um paciente com câncer.

De cara nos lembramos do texto Pelo Amor!!! (Pelo Amor de Deus, não falem isso). Lendo algumas de suas sugestões do que não dizer, comecei a rir, pois me lembrei de várias outras semelhantes que vivi.

Bora conferir!

Rejane (Foto: Arquivo Pessoal)
Rejane (Foto: Arquivo Pessoal)

Por Fabiana Bertagnolli

A vida seguia corrida, porém sem grandes intercorrências, para a jornalista Rejane Monteiro, 38 anos. Com histórico de câncer na família, ela fazia anualmente exames de rotina até que a sigla BI RADS impressa em uma biópsia feita no seio mudou completamente o seu modo de olhar a vida.

Com a ajuda de um amigo biólogo, Rejane descobriu que se tratava de câncer de mama. “Era a resposta que queria e não queria ter. Tive um momento de congelamento geral do corpo e do pensamento. Não conseguia pensar nem me mover, só sentia um frio…um frio daqueles que a gente sente quando o perigo é iminente”, relata a jornalista.

Dois dias depois Rejane estava no consultório médico discutindo o tratamento do seu câncer tipo HER2 3+ (o mais agressivo), um nódulo na escápula e que, além de um tumor de 1,7cm, havia um outro menor, de 0,8cm. As opções eram fazer a mastectomia e, em seguida, se submeter à quimioterapia caso restasse resquício do tumor, ou iniciar a quimio antes da cirurgia, reduzindo a opção de retirada completa do seio. Rejane optou pela segunda opção.

“Comecei a pensar em como esta doença estava mexendo comigo psicologicamente. Meu corpo ficaria deformado, meu organismo intoxicado pela medicação, ficaria feia, cinza, sem cabelo, um ‘Smeagol’. Fiquei mais uma vez com medo de ficar sozinha, mas meu marido estava firme ao meu lado”, relata a jornalista.

Com o apoio do marido, família e amigos, além de uma boa dose de otimismo e bom humor, Rejane venceu a batalha contra o câncer após meses de tratamento. Seus últimos exames indicam que a quimioterapia deu o resultado esperado e “Pitanga” e “Lentilha” (nome que a jornalista deu aos tumores devido à semelhança com o tamanho da fruta e da leguminosa) haviam desaparecido. A mastectomia está descartada e agora Rejane terá apenas que fazer a cirurgia do quadrante e sem reconstrução.

Vaidade x tratamento

Sair da posição de expectadora para protagonista de uma doença grave fez com que Rejane mudasse seu olhar sobre pacientes com câncer. Um dos mitos que ela tenta desfazer é sobre não dar importância à vaidade e minimizar a queda do cabelo durante a quimioterapia.

“Meu cabelo me define como pessoa e ouvir da oncologista para me preparar, pois ele, definitivamente, iria cair, foi triste. Inclusive a sobrancelha e os pelos do corpo. Então, decidi cortar curto logo após a primeira sessão e doei meus lindos fios para o ICESP, lá eles poderiam fazer a alegria de alguém”, conta.

“Apesar de ter feito um corte super legal, creio que tomei a decisão errada. Quinze dias depois, durante o banho, meu cabelinho curto lindo iria dar o sinal de que a luta já havia começado – ao lavar o cabelo, minhas mãos estavam cheias de fios, saíam aos montes. Foi desesperador, triste, parecia que parte do meu corpo estava indo embora na água. Senti perdendo minha mão, meu pé. Ultrapassa a vaidade, é muito mais que isso, apesar de parecer que é só isso”, explica.

Rejane antes e no início do tratamento de quimioterapia (Foto: Arquivo Pessoal)
Rejane antes e no início do tratamento de quimioterapia (Foto: Arquivo Pessoal)
Mais

Com base na sua experiência pessoal e na troca de experiências com outros pacientes, Rejane fez a pedido do Yahoo uma lista sobre frases que não devem ser ditas para quem está no tratamento contra a doença:

1- “Ah, tenho uma tia-avó que teve câncer e está super bem hoje, você também vai superar” – pode parecer fofo, mas não é. A comparação é, no mínimo, infeliz. Não estou desmerecendo a doença da tia-avó, mas as idades são diferentes e, muitas vezes, uma pessoa mais nova pode não lidar tão bem com o diagnóstico do que uma pessoa de 60 ou 70 anos. Ouvi isso no começo do tratamento e lidei bem, mas se tivesse ouvido isso na época da quimio vermelha, a reação seria diferente por estar abalada com tudo o que estava acontecendo naquele momento;

2- “Tenho uma colega do trabalho que descobriu a doença também, mas ela continua trabalhando. Está super bem, de vez em quando ela falta, mas parece bem” – cada um reage de forma diferente ao tratamento, tem gente que consegue pegar metrô, ônibus e lidar bem com os efeitos colaterais da quimio durante o expediente. Eu não sou uma delas.

3- “Nada de ficar enfurnada em casa chocando jacaré, vai lá para casa para a gente te fazer companhia” – quando se tem uma doença, cujo tratamento diminui sua imunidade ao extremo, fica difícil sair de casa e, mesmo sabendo disso, algumas pessoas achavam que eu poderia tocar a vida como antes, como se eu estivesse de férias prolongadas. Eu estou tratando um câncer, não catapora;

4- “Eu tenho o telefone de um médico que faz pesquisas alternativas para o câncer, mas não é muito divulgado, porque ele vai quebrar a indústria farmacêutica. Ligue e marque a consulta o quanto antes” – há pessoas que buscam outros tratamentos e esse conselho seria super útil para elas, mas, no meu caso, sabendo como penso, ouvir isso chega a ser constrangedor;

5- “Vamos sair, você não está doente!” – o fato de não estar acamada, enferma, passando muito mal não quer dizer que possa ou deva sair. E, sim, estou doente, estou com câncer!;

6- “Você não pode beber? Já perguntou direito para seu médico?” – para alguém que gosta de vinho e cerveja, essa foi uma das perguntas que fiz para minha médica, além de outras relacionadas à alimentação. E, não, ela não liberou e seguirei a orientação dela;

7- “Você sabe que não pode comer açúcar de jeito nenhum, né?”  a nutricionista do hospital manda lembranças;

8- “Deus não dá fardo maior do que se possa suportar” – não sou religiosa e questiono bastante as atribuições divinas ao nosso cotidiano e, mesmo sabendo disso, ouvi de parentes e amigos esta declaração;

9- “Deixa de ser boba, cabelo cresce, é o de menos!” – Não, não é o ‘de menos’. Tenho cabelo bonito, volumoso, sempre gostei dele, apesar de ser um pouco desleixada. Ele me define como pessoa. O maior problema são os cílios e a sobrancelha que caíram também. Há produtos no mercado que conseguem camuflar a falta da sobrancelha, mas os cílios e unhas não podem ser substituídos pelos postiços devido ao risco de contaminação e alergias.

10- “Tem que manter a vaidade, senão o marido procura fora” – olhar no espelho ainda é umas das dificuldades que tenho e a vaidade, infelizmente, foi para o espaço. Daí, vem a pessoa e põe mais uma minhoca na minha cabeça;

11- “Você é rancorosa”, “você guarda mágoa” ou “não expõe seus sentimentos” – acho que alguém descobriu a origem do câncer e não avisou os cientistas do mundo inteiro. Pessoas com problemas psicológicos têm depressão, TOC, síndrome do pânico e não câncer, não há nada que comprove a relação de um e outro. E, se fosse verdade, os ansiolíticos e antidepressivos seriam prescritos para os tratamentos, muito mais baratos e efeitos colaterais mais amenos;

12- “Ah, ninguém mais morre de câncer de mama, não, fique tranquila. O seu não é grave, se fosse de pâncreas, ou pulmão, ou intestino, daí, sim, você poderia ficar preocupada” – como assim, cara pálida? É o câncer que mais mata mulheres no País.”

Fonte:Redação Vida e Estilo do Yahoo

E aí, o que acharam?

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