Da Descoberta Do Nódulo À Cirurgia

Muitas leitoras do blog tem questionado a respeito da minha trajetória entre o dia que descobri o nódulo e a minha cirurgia. Hoje parei para escrever com calma este importante capítulo da minha jornada.

Chegou o momento de falarmos um pouco a este respeito.

Como falei neste post aqui, eu identifiquei, num autoexame, um nódulo no meu seio direito em dezembro de 2015. Consegui ir à minha ginecologista de confiança, realizar os exames de ultrassonografia, mamografia e ressonância magnética, que foram liberados quase que imediatamente (hoje eu entendo o porquê dos médicos liberarem o exame com tanta urgência) e consultar uma mastologista às vésperas do natal.

Nesta consulta, a mastologista me pediu uma biópsia e ali compreendi que realmente estava diante de algo mais sério. Ela me explicou que, ainda que fosse benigno, eu deveria retirar o nódulo, pois ele estava com mais de 3 cm. Já saí do consultório com pedidos de outros exames e de um risco cirúrgico.

Logo após, entramos nos famosos recessos de natal e ano novo. Isto foi uma tormenta para mim, pois não conseguia marcar a biópsia de jeito algum, somente para segunda semana de janeiro. Quanto mais apalpava o nódulo, mais real a situação se tornava para mim.

A mamografia e a ultrassonografia apontavam para uma classificação BIRADS 4 e a ressonância para um BIRADS 4-C. Ainda vou falar mais sobre esta classificação por aqui.

Como não consegui fazer outros exames, comecei a estudar com o Dr. Google. Aqui deixo um aviso: isto é um perigo! Você tem que estar bem antenado para separar informações sérias das informações distorcidas.

Depois  de muito estudar e somar o que havia lido com a minha própria intuição, já estava praticamente certa de que estava com câncer.

Neste dia, no caminho do trabalho para casa pedi para meu marido parar com o carro. Quando esta ficha “de que o câncer era praticamente certo” caiu, chorei copiosamente. Aqui houve, sim, um momento de desespero. Meu marido achava que  estava me precipitando e que não havia porque ficar tão desesperada. “São só exames! Não chore. Não vai ser nada!”. Eu até tinha um fio de esperança de que não fosse nada, mas no fundo já tinha praticamente certeza do que enfrentaria pela frente.

A primeira coisa que me ocorreu: “tenho um filho de apenas 2 anos e ele pode crescer sem mãe. Como será a vida do meu filho?”.

Meu marido, que até então não acreditava na possibilidade deste diagnóstico, passou a se preocupar com a possibilidade, especialmente a partir desta crise de choro.

O Natal foi emocionalmente difícil. Ficava imaginando se no próximo estaria saudável ao lado da minha família, então procurei fazer a melhor ceia que pude. Busquei aproveitar o máximo que pude deste natal, mas por um momento me afastei para chorar.

No Ano Novo fui para a casa da minha sogra. Lá, nesta época, poucos sabiam o que estávamos enfrentando e fiquei entre a preocupação com minha saúde e um “não quero estragar este Reveillon”.

image

O tempo  passou e, para minha angústia, remarcaram o procedimento da biópsia. Como percebi que o nódulo estava crescendo a olhos vistos, já comecei a correr atrás de um laboratório de confiança que analisasse o material da biópsia com mais celeridade (a maioria, para aumento do meu desespero, indicava que o resultado só ficaria pronto após o carnaval).

Tive que procurar outro mastologista também, pois descobri que minha não operava pelo meu plano. Outra luta. Não consegui ninguém que me operasse na minha cidade. Comecei a procurar cirurgiões no Rio de Janeiro e em Niterói, onde encontrei O Mastologista, um médico que para mim foi um anjo, o Dr. Rodrigo Oliveira Souto.

Em Niterói, também encontrei um laboratório que entregaria o resultado em poucos dias. Ufa! Foi um alívio! Senti que ali meu tratamento finalmente estava começando de fato.

Como sou de Petrópolis/RJ, meu mastologista combinou que receberia o resultado da biópsia e me passaria por telefone, para que eu não tivesse que viajar o tempo todo.

O dia que ele me passou o resultado, estava na rua com meu marido e meu filho e o choro foi inevitável!

O momento foi de profunda dor, vocês podem imaginar, mas ali também me dei conta de que tinha 2 maneiras de enfrentar o que vinha pela frente: ou mergulhava naquela tristeza e deixava o câncer me consumir; ou ia à luta, usava a alegria que Deus me deu, a força de vontade de viver e enfrentava a situação com toda minha garra.

Quando percebi os 2 caminhos que tinha pela frente, não titubiei. Respirei fundo e decidi encarar o câncer com todas minhas forças. Foi exatamente assim, de um minuto para o outro. Uma cortina caiu diante dos meus olhos. Se eu entrasse nessa de morrer de pena de mim mesma, iria me afundar. Não queria isso de forma alguma. Olhei para meu marido e meu filho, respirei fundo e  ainda meio chorosa decidi ir à luta. Liguei para minha sogra, dei a notícia e falei que iria lutar, pois queria criar meu filho.

Fui para casa da minha mãe e me preparei para um momento doloroso. Dar uma notícia desta para uma mãe é muito difícil e para agravar um pouco a situação, ela já tinha um trauma pessoal com o câncer: ele levou minha avó materna, que faleceu com apenas 51 anos. Agora, tinha que dizer a esta mesma mulher que sua filha de 32 anos estava enfrentando uma batalha semelhante. Viver esta mesma luta com a mãe e com a filha não é fácil.

image
Minha linda mãe.
image
Minha saudosa avó.

Este capítulo foi muito duro. Vi passar um abalo terrível nos olhos da minha mãe. Nunca vou esquecer sua expressão de dor naquele momento. Nos abraçamos, choramos muito, mas minha mãe também é uma mulher forte e de fé. Ela entrou nesta batalha comigo de mãos dadas.

Meu pai a princípio lidou bem com a situação, mas na véspera da cirurgia também se abalou. Até então eu nunca havia presenciado meu pai naquele estado de aflição. Perfeitamente razoável. Era o amor de um pai em ação.

img_2433
Meu querido pai!

 

Entre o resultado da biópsia e a cirurgia passaram-se 9 dias.  Estava em casa, preparando minha malinha para ser internada e fazer a cirurgia, quando chegou o resultado do exame imunohistoquímico: era um câncer triplo negativo.

Já havia feito a lição de casa e sabia um pouco a respeito. Estávamos diante de um câncer de mama mais agressivo, não poderia me beneficiar dos tratamentos hormonais mais modernos e com certeza a quimioterapia era inevitável. Confirmei minha avaliação com meu médico mais tarde, mas fiquei inacreditavelmente tranquila e serena.

Posso dizer a vocês que, sem sombra de dúvida, esta serenidade e paz vinham de Deus. Acho que nunca fui tão tranquila assim.

Curiosamente, fui internada num quarto que ficava na ala da maternidade do Hospital.  A ala, como deveria ser, tinha clima de festa e meu quarto não foi diferente.

Day, como assim?

Recebi a visita de muitos amigos e familiares. O quarto, na verdade, estava lotado (pelas regras do hospital não podia, mas estava e eu amei), todo mundo num super bate-papo e, segundo me disseram, um pouco estupefatos com a minha tranquilidade.

Falamos e rimos tanto, que parecia uma festa. Não estou brincando: os gulosos, num determinado momento, tinham até salgadinhos que dividiram entre si e eu lá de jejum (me preparando para a cirurgia), só olhando. Ganhei presente, chocolate, polpa de graviola, mel e muito carinho. No meu caso, a comilança ficou para quando eu tivesse alta.

Várias vezes falávamos uns para os outros “Mais baixo ou vão nos expulsar daqui”.  A primeira enfermeira que foi me ver se assustou com a quantidade de gente no quarto, mas como viu que aquilo me fazia bem, não reclamou.

Quando o enfermeiro chegou com a maca e me perguntou “Está pronta?”, eu estranhei e disse “Para que?” e, claro, todo mundo riu. O clima era tão bom que não vi a hora passar. Não acreditei que já estava na hora da cirurgia.

Ainda não sabíamos se havia comprometimento dos linfonodos axilares e se havia necessidade de retirada total da mama ou de apenas um quadrante.

Fui para o centro cirúrgico, conversei com meu médico, que me transmitiu muita confiança e fui segura para a cirurgia. Fiz amizade com toda a equipe, contei minha história, troquei figurinha, fiquei sabendo da vida deles e eles da minha e só não saí para comer pizza com o pessoal depois da cirurgia, porque eu seria a pessoa operada, pois do contrário… estava em casa.  Rs.

Lá do lado de fora, o clima era mais tenso. Meu marido se abalou depois que fui para o centro cirúrgico. Todos que estavam presentes deram as mãos e oraram à Deus por mim. Minha querida Tia e Dinda Débora também ficou bastante aflita, mas conseguiram acalmá-la com o tempo.

Agradeço a Deus por me cercar de tantas pessoas especiais, que tanto me amam.

Acabei fazendo uma quadrantectomia, retirando o linfonodo sentinela e mais outros 6 linfonodos da axila direita. Graças a Deus, nenhum desses linfonodos estavam comprometidos!!!

Fiquei internada aquela noite e tive alta no dia seguinte, cheia de recomendações, com muitas dores, uma lista de remédios e levando comigo uma bolsa de dreno bastante incômoda, mas super agradecida a Deus porque tudo tinha corrido muito bem.

O material foi encaminhado para outra biópsia e eu tinha que me recuperar para conhecer meu oncologista e iniciar, dentro de algumas semanas, a famosa quimioterapia, conversa para um outro post.

Acabou que foi tanto papo no dia da cirurgia que não tirei nenhuma foto por lá, mas acima vocês podem me ver no pós-cirúrgico, sendo cuidada pelos melhores enfermeiros do mundo: meu filho e meu marido.

A recuperação foi relativamente tranquila. A parte mais difícil foi ficar com aquele dreno para cima e para baixo. Retirá-lo foi um alívio, pois me causava dores. Não lembro ao certo, mas acho que fiquei com o dreno por 12 dias.

Os pontos foram absorvidos e minha família, especialmente meu marido, cuidaram muito bem de mim durante toda minha recuperação.

O movimento do braço direito ficou um pouco limitado por uns 2 meses, aproximadamente, devido ao esvaziamento parcial da axila. Aos poucos, fui exercitando o braço comprometido e recuperei a amplitude de movimentos. Não tenho a mesma flexibilidade de antes, mas o braço funciona e é o que importa.

Posso dizer que a cirurgia foi um sucesso. Só de não ter mais aquele tumor dentro de mim, já respirava mais leve.

A quimioterapia que me aguardava pela frente já não foi tãããooo tranquila assim, mas, como já disse, depois tocaremos neste assunto.

Esta foi minha trajetória entre a descoberta do nódulo e a cirurgia.

E você? Passou por cirurgia de mastectomia radical ou conservadora? Como foi? Comente aqui embaixo. Há leitoras que estão lendo este texto porque ainda passarão por uma cirurgia e, é claro, estão buscando orientações a respeito. Vamos ajuda-las.

Bora viver, minha gente!

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Anúncios

20 comentários em “Da Descoberta Do Nódulo À Cirurgia

Adicione o seu

  1. Oi passei por uma mastectomia total da mama direita. Estou aguardando o resultado da cirurgia para definição de qual e quando comecar a quimioterapia . No meu caso nao fui com o dreno para casa. É ha comecei a fazer a reconstrução na mesma cirurgia.

    Curtir

    1. Day, meu caso é bem parecido com o seu. No meu caso foi a mama direita e retirado um quadrante. Trilpo negativo. Depois de um mês de cirurgia veio a quimio as quatro vermelhas de 21 em 21 dias. Várias injeções na barriga pra aumentar a imunidade.Aí vieram as doze brancas. Por fim com a graça de Deus comecei a radio, 35 e fim. Te agradeço meu Deus por tds os dias da minha vida, muito obrigada por tanto amor e serenidade e por nunca ter me abandonado.Obrigada pra sempre. Antes que eu me esqueça descobri em novembro de 2014, mas o resultado certo foi em dezembro, natal e ano novo tenso, fevereiro a cirurgia e o restante do tratamento. Deu tudo muito certo e durante todo esse processo nunca, mas nunca mesmo passei mal com aquelas coisas de enjoo, só fraqueza mesmo.Deus é tudo na minha vida.Nunca perdi minha fé e sempre lia o salmo 91, até hoje.Nunca percam a fé.

      Curtido por 1 pessoa

  2. Comigo foi bem rápido. Não descobri um nódulo pq o tumor era plano e espalhado, como um pequeno bife (eca!). Mas achei o seio levemente endurecido na parte inferior e o bico meio esquisito, tipo não enrijecia como o outro. Marquei meu Mastologista para o dia seguinte (tinha uma desistência) e com pedido de todos os exames na mão. Mas acreditem que havia feito todos os meus exames de rotina há 4 meses e não tinha aparecido nada!!! Com os novos resultados, foi pedido a biópsia. Fui direto para a internete e já sabia que era câncer, o que foi confirmado pelo resultado da biópsia. Foi um período muito difícil, chorei, me desesperei e me acamei, tudo rapidamente, pois precisava ficar forte, por mim e pela minha mãe, que estava com câncer de ovário metástatico, e eu que cuidava dela! Me operei e retirei um quadrante da mama e esvaziamento total das axilas. Fiz químico e rádio. E vivo um dia de cada vez. Foi difícil? Foi. Mas passou e consegui me cuidar e cuidar da minha mãe que precisava tanto de mim. Há seis meses ela se foi, depois de três anos de lutas, duas cirurgias e 3 séries de quimios. Mas tenho a certeza que fiz tudo que podia para o conforto dela, que tb tinha Alzeihmer. Apesar das saudades, estou bem e feliz, curtindo muito minha vida, meu trabalho e principalmente minha netinha Manu, que nasceu no dia que soube do resultado da biópsia. Foi o dia mais feliz da minha vida!!! Pode?!

    Curtido por 1 pessoa

  3. Exemplo de superação p tds mulheres guerreiras,virtuosas e vitorosas lutando pela vida,más estamos gratas ao nosso DEUS Q cuidou c graça, amor e misericórdia ,concedendo a essa mãe a possibilidade de ver seu filho crescendo pq ele tb faz parte de outro milagre q o Sr. JESUS preparou p nossa família Bendita do Senhor. Amamos nosso Deus!

    Curtido por 1 pessoa

  4. Boa tarde amiga,eu tbm passei por tudo isso, só que fiz a retirada total da mama esquerda e hoje estou em processo de recuperação, fiz reconstrução da mama e estou me recuperando bem. Aguardo para finalizar a reconstrução. Beijos e já deu tudo certo na sua vida 😘😘😘💗

    Curtido por 1 pessoa

  5. Oi eu passei quase na mesma época que você, descobri o tumor em outubro e que era maligno e agressivo em 1/12, foi muito difícil o natal e o ano novo, mas Deus entrou com providências e me tornei muito calma e tranquila pra enfrentar, chorei tbm não tem como, fiz cirurgia dia 25/01/2016, e em março me veio o milagre como tinha descoberto com menos de um centímetro o risco para o corpo eram muito pequenos e fui liberada da quimioterapia que eu já estava preparada. ( Milagre de Deus) fiz radioterapia, tbm tirei o quadrante da mama e um linfo, hoje estou curada e tomando o tamoxifeno tenho muitos sintomas, mas isso é o de menos, pois estou tendo a graça de estar viva. Bjs.

    Curtido por 1 pessoa

  6. Ola no ano de maio 2014 também passei por mastectomia.tive dois tumor na mama direita cm apenas 29 anos.duas criancas gêmeos de apenas um ano de idade.mas gracas a nosso Deus por honra e gloria do nome do senhor estou aqui .p dizer que Deus e bom.fiz quase dois anos tratamentos quimoterapia radioterapia e aquela vacina ecepitim.hoje semna que vem sera minha reconstrução da mama direita se Deus permitir.gracas a Deus venci estou aqui p testemunha essa obra.se tem alguem passando esse problema essa doenca .tenha fé que nosao Deus tudo pode.

    Curtido por 1 pessoa

  7. Nossa!!! Parece que li minha própria história. Eu descobri exatamente na mesma epoca,aos 32 anos,uma filha especial de 2 aninhos e um diagnóstico deste sem nenhum histórico familiar. Duas cirurgias pois minha primeira biópsia acusou um falso negativo ,imagina minha felicidade logo após o natal em saber q eu operária um tumor benigno e qd vem o resultado da biópsia do tumor por inteiro, tudo ao contrário o mais temido triplo negativo. Mudei de mastologista,uma verdadeira corrida contra o tempo,um novo tumor residual cresce e eu o apalpando,um desespero.Só em maio resolvi meu problema. Uma mastectomia com reconstrução imediata,esvaziamento axilar… Terminei a quimioterapia em setembro e estou aguardando para iniciar a radioterapia

    Curtido por 1 pessoa

  8. Queridas guerreiras, eu também estou em tratamento. Em fevereiro de 2016, grávida de 20 semanas, deitada na cama toquei minha mama esquerda e percebi que algo estava errado, minha mama estava muito dolorida e enrijecida. Eu tinha uma consulta de pré natal na próxima semana e mostraria a descoberta para o médico. No dia da consulta o médico me examinou e demonstrou preocupação me encaminhando para um ultrassom com o máximo de urgência, por ele também ser mastologista foi ele mesmo quem fez o exame e fez uma punção para biópsia. Durante alguns dias eu torci muito para que não fosse nada grave, mas no fundo eu já sabia que não era. No dia 22 de março recebi o tão temido diagnóstico: achado de um carcinoma mamário positivo para malignidade. Naquele momento meu chão se abriu, a princípio não chorei, abracei meu marido e meu filho e percebi que eu os amava muito mais do que eu imaginava amar.Respirei fundo e ouvi o médico atentamente. Com certeza minha maior preocupação era minha filha Mariana, pessoinha que eu nem conhecia, mas já amava com toda as minhas forças. Meu médico foi um verdadeiro anjo na minha vida, um profissional espetacular, neste mesmo dia ele já me passou todo o esquema de tratamento e já me encaminhou para a oncologista, outro anjo que cuida de mim com muita dedicação. Comecei a quimioterapia com 28 semanas de gestação, graças a Deus não tive nenhum enjoo ou indisposição. Foram prescritas 4 sessões da vermelha, depois de 22 dias meu cabelo começou a cair, pedi para meu marido raspar tudo, fácil não foi, mas minha maior preocupação ainda era minha filha. No dia 17 de junho eu já havia feito 3 sessões, entrei em trabalho de parto e minha filhinha nasceu linda e saudável através de um parto norma. Neste dia eu pude perceber o quanto Deus é misericordioso e perfeito em tudo. Voltei ao tratamento 15 dias depois, terminei a ultima sessão da quimio vermelha e iniciei 12 brancas que agora só restam 3. Estou firme e forte graças a Deus, graças ao apoio do meu amado esposo e graças aos ótimos profissionais que encontrei pelo caminho. Hoje minha vida tem outro sentido, vivo intensamente cada momento.

    Curtido por 1 pessoa

  9. Olá, Estou arrasada, vou perder metade da mama e vou fazer reconstrução, sei que nunca mais ficarei bonita, choro muito por perder meu seio e por ele ficar menor que o outro, mas alegro me porque ficarei viva

    Curtir

    1. Minha linda, sei como é difícil assim que encaramos esta realidade… eu também tive medo de perder parte da mama, mas vou lhe dizer uma coisa: na minha cabeça a situação era bem mais complicada do que de fato foi. Juntando tudo o que havia ouvido falar, mais a imagem que fazia do câncer, eu criei um enorme monstro na minha cabeça. Na hora h, lidei melhor com a quadrantectomia do que esperava e, em breve, poderei fazer uma simetrização com o cirurgião plástico e você poderá também. O que vc falou é verdade: no meio de tantas novidades, dores e medos, surge um forte sentimento de alegria e gratidão por estarmos vivas. Eu me agarrei a esse sentimento com todas as forças e aprendi a curtir mais a vida depois disso. Pense nisso. Que Deus lhe abençoe Rosana. Vai dar tudo certo. Um beijo no seu coração. ❤️😘

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: