A Família do Chapéu.

“Um porque ama, outro porque precisa e o terceiro por amor à família”. Guarde esta frase. Ao final do texto, ela fará sentido para você.

Antes do blog acontecer, pensamos muito sobre o assunto, aqui em casa. Afinal, tudo isso é fruto de um trabalho familiar.

O nome original do blog seria “A Família do Chapéu”, mas depois decidimos que “Viver Eu Quero” expressava melhor o que pretendíamos tratar no blog.

Ainda assim, achamos que a família do chapéu merecia seu destaque e por isso decidimos deixar um espaço aqui no blog para ela. 

Para começar, vamos à história. Por que “a família do chapéu”? Explico.

Muito antes do meu diagnóstico, meu filho, ao contrário da maioria das crianças, já AMAVA chapéus e gorros. Ama tanto que as vezes quer dormir com o acessório. Tem ciúmes de seus chapéus e os usa em casa ou na rua, quase o dia inteiro.

Com o diagnóstico, eu que praticamente nunca usava acessórios na cabeça, passei a ter vários lenços, gorros  e chapéus, até por uma questão de cuidado. Paciente em tratamento quimioterápico precisa se proteger do sol, do vento e da chuva. Acabou que encontrei nesses acessórios muito mais do que proteção, pois também percebi muita beleza e elegância em tudo isso. Então, para mim se tornou um artigo de necessidade, mas também de beleza.

O terceiro integrante da família, o marido, não gosta e não precisa de chapéu, mas acaba usando um, pois não quer destoar do grupo que tanto ama.

Vocês já devem imaginar a cena na rua: um casal e um garotinho de mãos dadas e todos com um chapéu na cabeça. Começamos a ser notados  e  comumente  ouvíamos “Todos usam chapéu?”, “Olha ali a família do chapéu!”, “Que gracinha, até o pequenininho usa chapéu”.

Nós mesmos passamos a brincar com isso e ostentamos alegremente o título “a família do chapéu”.

O mais bacana disso tudo, não é a imagem da família do chapéu em si, mas o que nos leva a ter este comportamento quase caricato ou teatral nas ruas, com direito à figurino.

 Sabem, um dos maiores medos que surgem numa família que convive com o câncer é o medo de numa determinada hora não ter a pessoa amada por perto, ou de não viver o suficiente ao lado da pessoa que ama. O câncer nos faz valorizar tanto a presença um do outro, o relacionamento que temos enquanto família, que agora praticamente nos comportamos com um grupo uniformizado quando vamos às ruas. Não é assim sempre, é claro, mas reconheço que é bem comum e aconteceu de forma bastante natural.

Nessas horas percebemos que o que mais importa nós já temos: Deus e nossa família.

A família do chapéu não se tornou o nome deste blog, mas com certeza marcará presença por aqui demonstrando sua perspectiva sobre os acontecimentos da vida.

Agora entenderem o início do texto? Por que os três andam de chapéu?

“Um porque ama, outro porque precisa e o terceiro por amor à família”

Para a vida e a família, tiramos o nosso chapéu, os três.

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